Ode (Póstuma) ao Burning Airlines

Fevereiro 19, 2009 at 8:46 pm (Uncategorized)

 

burningairlines

Dentre as muitas bandas e artistas que ajudaram a compor a minha formação musical, estética e artística, o Jawbox de Washington DC ocupa, ao lado do Fugazi, uma posição de grande destaque.

Quando J Robbins e Cia decidiram pendurar as chuteiras do Jawbox em 1997, logo em seguida o cara resolveu investir em um novo projeto musical. Assim, ele chamou o guitarrista de sua ex-banda (Bill Barbott) para assumir o baixo e o baterista Pete Moffet (ex-Wool e Government Issue, banda que também já contou com Robbins na formação) para formar o espetacular Burning Airlines.

O nome da banda foi extraído de uma canção do Brian Eno – “Burning Airlines Give You So Much More” do álbum de Taking Tiger Mountain (By Strategy) de 1974.

A estréia, sem causar muito alarde, foi a gravação de uma versão para “Back of Love” do Echo & The Bunnymen que saiu em um split com o Braid (que registrou “Always Something There To Remind Me” do Burt Bacharach para o disco) em 1997 pela Polyvinil Records e foi relançado em 1999 pela Desoto Records. Bela música e versão.

 

3116dks584l_sl500_aa240_3Depois disso, os caras ficaram trancados no estúdio durante 08 meses para produzir o seu primeiro álbum, lançado em 1999 pela Desoto Records de propriedade do próprio Barbott (e sua esposa Kim Coletta, ex-baixista do Jawbox). O resultado disso é “Mission Control!” um petardo composto de 12 canções melódicas, inventivas e com produção polida. Ouça “Pacific 231”, “Carnival”, “Scissoring” e “The Escape Engine” e diga se os caras não eram originais e fodas ?!!

 

Na época o disco recebeu ótimas resenhas na mídia especializada e rendeu algumas comparações com o Pixies (que, a meu ver, são parcialmente procedentes).

 

Impossibilitado de excursionar em full time, Barbott deixou os caras após alguns poucos shows. Depois disso, Mike Harbin, (ex-roadie do Jawbox e membro do extinto Jack Potential) assumiu as quatro cordas e caiu na estrada com a banda.

 

Finalizada a turnê, era tempo de conceber um disco novo. Outro punhado de meses se passaram e banda burilou 15 novas canções para o seu segundo álbum entitulado “Identkit”. O disco saiu em 2001 pela mesma Desoto Records.

 

Embora seja igualmente excelente, o segundo registro é mais rico, elaborado e cobre um espectro 510bdm6b5cl_sl500_aa240_2sonoro mais amplo que o disco de estréia. Novamente, não há nada fraco, ou mesmo mediano, no disco, mas “A Lexicon”, “A Song With No Words”, “The Surgeon’s House”, “The Deluxe War Baby”, “Paper Crowns”, “Tastykake” e a faixa título (ah…que belo refrão) são os highlights deste belíssimo disco.

 

Mais resenhas entusiasmadas e pouca atenção do público.

Depois disso, os caras saíram em turnê até que houve os ataques de 11 de setembro ao WTC. Após o fatídico episódio, muitas casas de show se recusaram a agendar concertos com a banda por causa do seu nome (“Linhas aéreas queimando”). Após terem cogitado mudar de nome, a banda decidiu mantê-lo por entender que a alcunha havia ganhado uma nova relevância e significado após os ataques até que, subitamente, encerrou suas atividades em 2002.

Com o fim da banda, J. Robbins seguiu produzindo inúmeros discos (em sua maioria, de bandas alternativas e indie rock) e montou o Channels que lançou um Ep e um álbum.

 

Muito embora o Channels seja muito bacana, é certo que o Burning Airlines estabeleceu parâmetros altíssimos para quem acompanha o trabalho e projetos relacionados ao J. Robbins.

 

Afinal, tratava-se de uma banda de rock que era ao mesmo tempo clássica e inovadora. Uma banda que tinha ótimas letras e melodias contagiantes e que, infelizmente, rendeu apenas dois discos. Enfim, atributos que os colocam com facilidade no meu Top Five das melhores coisas que ouvi na última década.

 

Considerando que poucos tem conhecimento que esses caras existiram, tratem de ser felizes e corram atrás destes caras.

 

Se cuidem e até,

 

Z

 

TOP FIVE DA ÚLTIMA SEMANA:

 

– Burning Airlines – “Identkit”;

– Burning Airlines – “Mission Control!”;

– Scott Weiland – “Happy In Galoshes”;

– Young Blood Brass Band – ”Center:Level:Roar”;

– Ruído/MM – “A Praia”;

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Material do Butt Spencer e demos para download

Fevereiro 12, 2009 at 1:01 pm (Uncategorized)

nova-imagem3Alright?

A Chris (menina hardcoreana e ex membro do Outcry) teve uma idéia genial: a moça criou um Blog que disponibiliza várias demotapes (alguém aí tem idade para lembrar disso?) pra download. Esses dias ela me disse que uns doidos pediram para ela postar umas coisas velhas do Butt Spencer e eu passei para ela tudo que eu tinha em k7 da banda (a primeiro demo “Antes tarde do que nunca” de 1996 e a segunda demo “Down-ska-ct!” de 1997, além de umas gravações ao vivo inéditas que nunca foram lançadas enquanto a banda existia).

A Chris também disponibilizou para download o primeiro e segundo disco do Butt Spencer. “Tira-gosto Ep” foi lançado em 1999 e há tempos fora de catálogo. Já o segundo e último Cd da banda, o “Dogmas, Dilemas e Perguntas sem Respostas” foi lançado em 2001 e também pode ser obtido “na faixa”.

Os links para fazer os downloads são:

http://demospradownload.blogspot.com/2008/12/butt-spencer.html

http://demospradownload.blogspot.com/2008/12/butt-spencer-dogmas-dilemas-e-perguntas.html

Além disso, tem várias outras demos clássicas do rock independente nacional que joguei na mão da moça e agora ta lá para todo mundo baixar. Tem Garage Fuzz, Pinheads, Noção de Nada, Discoteque, Anões de Jardim, a primeiro demo do Hateen (época em que a banda era muito boa), Diagonal, Hurtmold, entre outras coisas. Confiram o site que vale a pena:

http://demospradownload.blogspot.com

Aliás, no site está à venda (bem baratinho) uma camiseta bem fofa do Blog. A camiseta deve agradar de rockeiros à hardcoreanos de todos os sexos e idades.

Então é isso, sejam felizes e comprem a camiseta da Chris.

Até,

Z

 

TOP FIVE DA ÚLTIMA SEMANA:

 

1. Estar mixando e concluindo a gravação do disco do ALVA (ufa!);

2. Autolux – “Future Perfect”;

3. Dead Fish – “Contra todos”;

4. http://www.banksy.co.uk;

5. Hackepeter do Fritz (ou Gutz; ou Casarão).

 

 

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