Vendendo o próprio peixe

Maio 27, 2009 at 3:29 pm (Uncategorized)

ALVA 2009_2

Então, além de escrever neste Blog eu toco em uma banda que se chama Alva. Eu, Jean, Lucky e Tiba começamos em maio de 2007. Já tinha tocado com o Lucky e Jean no Fel e com o Lucky na última formação do Butt Spencer. O Tiba tocou no Tormento dos Vizinhos, uma das maiores influências pessoais e que trouxeram grande impacto para que eu resolvesse montar uma banda (isso foi em 95).

Acabamos de lançar o nosso primeiro disco chamado “Saudade do Futuro”. Dá para ouvir algumas músicas do disco no nosso novo MySpace: www.myspace.com/alvasounds .

Todos os preparativos para o show e o Cd fizeram com que eu desaparecesse e não desse mais as caras por aqui, mas acho que vocês entendem, certo?

O Rubens Herbst do ANotícia fez uma resenha bacana do disco, que tomo a liberdade de reproduzir aqui:

“Retrospectiva de fatos que estão pra acontecer

Na vida, tudo é uma questão de escolha. Na música – e no rock -, essa máxima também pode ser aplicada. Por exemplo: existem bandas que passam anos tocando sem criar uma frase, um acorde original; outras suam litros pra conseguir formar um, por vezes duvidoso, repertório autoral; tem aquelas que compõe com facilidade, mas preferem lapidar as músicas no palco antes de gravar; e, finalmente, há quem abra mão dos shows pra burilar a personalidade entre as paredes de um estúdio. Nesse último caso está o Alva.

Formada em 2007 por quatro sujeitos com alta quilometragem na cena roqueira de Joinville (SC) – Rafael Zimath (guitarra e vocal, ex-Butt Spencer), Jean Douat (guitarra, exFel), Lucky (baixo, Sanchez) e Thiago Fiuza (bateria, ex-Tormento dos Vizinhos) -, a banda fez uma opção clara e, de certa forma, corajosa ao se unir: focar em ideias próprias, transformá-las em música e gravar um disco com o mais alto grau de profissionalismo possível. E só então apresentar-se. Isso foi pouco mais de um ano atrás. Agora, o projeto se concretiza, e exatamente como planejado.

“Saudade do Futuro” é o nome do petardo. Não há nada de irônico aí – o disco aponta pra um futuro brilhante que deixará saudades um dia. Por outro lado, o quarteto voltou-se pra trás na hora de gravar. Escolheu o estúdio Solo de Curitiba, único do Sul do Brasil que dispõe de plataforma de gravação analógica, capaz de registrar com a máxima fidelidade o som denso, volumoso e repleto de detalhes das canções.

Basta colocar o CD – parcialmente produzido com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Joinville – pra tocar pra se perceber a diferença que o processo fez. Porque, afinal de contas, a própria música do Alva exige essa produção estilo “soco na cara”. O ponto de partida é o hardcore cerebral a la Fugazi, com os riffs matemáticos do Helmet e muitas dissonâncias recolhidos pelo caminho. O trajeto se estende por retratos pouco amigáveis das relações humanas (“Não há volta, não há chance / Não há concerto, não há nada / Diante destas circustâncias, te sugiro que desista”), com resultados que chegam perto da opressão, como em “Acordei Bemol/Diminuto” e “Desista”.

Dito assim, até parece que o Alva é formado por quatro engenheiros que fazem rock’n’roll com réguas e calculadoras em vez de instrumentos. Pois saibam que não há um risco calculado, certas contas parecem não fechar, mas o impacto é preciso. São as quebradas rítmicas vertiginosas, o piano e cordas na instrumental “Nimbo”, o acento pop de “Auto-exílio”, a interferência jazzística em “Dançando sobre o Abismo”, a balbúrdia sônica de “Devaneio”, a delicadeza quase barroca de “Coragem” – esta, aliás, exemplo máximo da capacidade melódica da banda, seja em meio a pancadas, seja entre afagos.

E ao vivo? Bom, isso é uma etapa que começa agora para o Alva. Com o disco finalmente na praça, é hora de criar uma personalidade no palco, o que não deverá ser difícil diante da experiência dos caras e o material que eles têm nas mãos. Na verdade, o maior problema do Alva está justamente no futuro: como superar uma estreia tão impressionante?”.

 O amigo Fabio Raposo, jornalista e produtor do È Rock também escreveu uma resenha sobre o Cd em http://erockjoinville.blogspot.com/ 

É isso, o disco está sendo vendido em shows locais e nas melhores lojas do ramo. Quem comprar o disco ou ouvir as músicas no MySpace e quiser comentar, fiquem à vontade!

Se cuidem e até,

Z

TOP FIVE DA SEMANA

– O disco do Alva ter sido lançado no Don Rock no dia 23/05 com a presença de vários amigos;

– Torta de baunilha com chocolate branco e morango da São José;

– Os cartazes do show do Alva feitos pela Cinthia;

– Participar do É Rock divulgando o show e disco do Alva;

–  Encontrar o Maurício (Ex-Butt Spencer) depois de milênios no show do Alva.

 

 

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