Autolux faz promessas para este ano

Abril 16, 2009 at 3:19 am (Uncategorized)

autolux

O Autolux é um trio FODIDO (se você o conhece, imagine o Marcos Maia falando. Esta é a entonação) de Los Angeles, Califórnia, EUA, Planeta Terra. Eles começaram suas atividades em 2000 e a banda é formada por Eugene Goreshter (voz e baixo), o ex-Failure Greg Edwards (na guitarra e vocais) e pela baterista (e vocal) Carla Azar.

Depois de chamar a atenção do produtor T-Bone Burnett durante um show da banda, os caras assinaram com a DMZ Records e lançaram em 2004 o seu primeiro (e ate agora único) álbum o “Future Perfect”. O disco é perfeito e outra vez ninguém percebeu.

Primeiro disco da banda merece ser ouvido.

Primeiro disco da banda merece ser ouvido.

 

Em 2005 o queixo de Trent Reznor do Nine Inch Nails também caiu ao vê-los ao vivo razão pela qual o sujeito convidou a banda para abrir os shows da turnê americana de sua banda (época do também memorável “With Teeth” do NIN).

Achei que a banda tinha acabado depois disso (talvez tivesse mesmo) mas soube hoje que os caras estão preparando um disco novo para este ano (que já foi batizado: “Transit, Transit”). Aqui peço licença para abrir um brevíssimo parênteses (você vai entender depois):

Para quem não sabe, eu sou participante honorário do Programa É ROCK na Radio UDESC. Assim, pelas próximas duas semanas estarei cobrindo o amigo Rubens Herbst e levando coisas bacanas para tocar no Programa (Rubens você pode pegar ferias quando quiser). No Programa que vai ao ar neste sábado (91.9 FM) as 20:00 e que tem reprise no domingo as 17:00 eu vou tocar duas faixas do Autolux então se você não resolver baixar tudo que eles lançaram (e ainda não lançaram) na net e quiser ouvir musica como os antigos costumavam fazer (na radio), make yourself confortable. Fecho assim o parênteses.

Se você gosta de musica marcante e inventiva e ainda não conhece o Autolux deveria se auto-penetenciar (eu tento me livrar dos trocadilhos mas ele sempre aparecem, juro que é sem querer) em segredo ou então assistir os clipes abaixo, baixar ou comprar o disco assim que puder e ser feliz como eu sou toda vez que ouço estes caras.

Se cuidem e até,

 

Z

 

TOP FIVE DA SEMANA

– Pizza Supreme do Pizza Hut;

– Ganhar um monte de chocolate na Páscoa;

– Branch Manager – “Anything Tribal”;

– Greg Dulli – “Amber Highlights “;

– Voltar a gravar o É ROCK na radio UDESC;

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Voltando ao Mars Volta

Abril 14, 2009 at 7:28 pm (Uncategorized)

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Perdão pelo trocadilho inicial, não consegui resistir. O fato é que o sensacional The Mars Volta acaba de anunciar que irá lançar seu sexto disco no próximo dia 23 de junho. A obra se chama “Octahedron” e, contrariando o que título poderia indicar, terá 7 canções e “apenas” 49 minutos (considerando os padrões Mars Voltanianos, com menos de 50 minutos de música se faz um Ep e não um álbum!).

Uma das bandas mais inventivas da atualidade, o Mars Volta foi formado pelo guitarrista Omar Rodriguez-López e pelo vocalista Cedrc Bixler-Zavala (que tocaram juntos antes no interessante At The Drive-In) no ano de 2001. Seu som é uma mistura esquisofrênica, caótica,  e, por vezes, exagerada de gêneros musicais como punk rock, salsa, dub, funk, jazz fusion e, é claro, prog rock e com letras repletas de “imagens” relacionadas à ficção cientifica e ao sentido da vida (em sua acepção mais obtusa e viajandona). mars20volta2

Teoricamente falando (discos conceituais, músicas com mais de 6 minutos repleta de improvisos e uma salada musical sem precedentes) a banda tinha tudo para não funcionar ou se tornar cult apenas nos guetos dos fãs mais excludentes e “cabeças” da música alternativa independente. Entretanto, sabe lá porque razão, os caras conseguem ser respeitabíssimos no mainstream recebendo até mesmo elogios de gente como Eric Clapton e os caras do Metallica. O reconhecimento veio também com a premiação máxima da música: O Grammy. Neste ano os caras conquistaram um Grammy pela melhor performance Hard Rock com a canção “Wax Simulacra” do último (ótimo) e maluco disco lançado pela banda “The Bedlam in Goliath”.

Em “Octahedron” a formação da banda (conhecida por sua fluidez e constante modificação) contará com os âncoras fundadores da banda – vocalista e guitarrista – e pelo multi-instrumentista Marcel Rodriguez-López, pelo baterista Thomas Pridgen, tecladista Isaiah “ikey” Owens, pelo baixista Juan Alderete de la Peña e o guitarrista John Frusciante (que toca também no Red Hot Chili Peppers, entre outros projetos).

mars_volta_logo1Assim como tantas outras boas bandas que gosto, o que eu sei é que, do Mars Volta só se pode esperar surpresas e que a sua cabeça se entorte para entender o que estes caras que não devem ser deste planeta vão aprontar na seqüência.

Até lá, fiquem com um apanhado geral da obra do Mars: “The Widow” (do segundo disco “Frances, The Mute” de 2005) e “Televators” (do primeiro disco “De-Loused in The Comatorium” de 2003).

Se cuidem e até,

 Z

 

TOP FIVE DA SEMANA

– Passar parte do final de semana em Curitiba/PR com a Pauline e a Daya para ver o Dead Fish e o Zander e rever os amigos;

– Ter mandado o disco do Alva para a prensa;

– Sorvete de côco da Amorato – Sorvetes Artesanais;

– Zander – “Em Construção”;

– Zakk Wylde – “Book of Shadows”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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(Re)unidos pelo destino

Abril 3, 2009 at 5:11 pm (Uncategorized)

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Tudo certo?

O Rival Schools está de volta. “Quem?” – você deve estar perguntando.

Uma espécie de supergrupo do pós-hardcore, o Rival Schools foi formado em 1999 por Walter Schreifels (o principal compositor do Gorilla Biscuits e o frontman do influente e também extinto Quicksand), Sam Siegler (ex-CIV), Ian Love (ex-Burn) e Cache Tolman (ex-Iceburn). O Rival lançou apenas um Ep e um álbum até encerrar suas atividades em 2003.  

O Ian Love se parece com uma espécie de primo distante norteamericano do Rubens Herbts, não?

O Ian Love se parece com uma espécie de primo distante norteamericano do Rubens Herbts, não?

 

“United By Fate”, o primeiro e único álbum da banda, foi lançado em 2001 via Island/Universal Records e conta com 13 faixas bem acabadas, pesadas, melódicas, barulhentas e marcantes.

Isto é, você pega figuras carimbadas da cena de Hardcore de NY de 30 e poucos anos que não estavam mais dispostos a ficar batendo cabeça e levantando os punhos pro ar, dá à Walter (um grande compositor) a direção artística do troço e um contrato com uma grande gravadora para bancar os custos de produção do seu disco de estréia. Não tem como dar errado.

O disco é ótimo do começo ao fim e, como tantas outras coisas boas da vida, ninguém percebeu por aqui em Brazaland. A Revista Kerrang chegou a afirmar que “United By Fate” era o melhor disco de “rock moderno” já lançado desde “Nevermind”. O álbum de fato não faz feio.united

“Used for Glue” e “Good Things” foram os singles do disco e depois de um ano e tanto de turnê a banda aposentou suas chuteiras em 2003.

Fato é que os caras voltaram para o Festival alemão Rock Am Ring do ano passado e a partir daí resolveram participar de outros shows e Festivais e até planejam gravar material novo. Uma boa notícia para quem, como eu, era fã dos caras e das coisas que o Walter faz.

Saquem só os clipes dos dois singles da banda e tirem suas próprias conclusões (não deu para postar os clipes aqui, a Universal não deixou):

http://www.youtube.com/watch?v=K3JVYJGmcNQ

http://www.youtube.com/watch?v=26XFvLsZ5dI

Se cuidem e até,

 

Z

 

TOP FIVE DA SEMANA

 

– Tomar café da manhã na Confeitaria XV com a Pauline;

– The Smiths – “Strangeways, Here We Come”;

– Nine Inch Nails –“With Teeth”;

– Johnny Cash – American III – Solitary Man

– Ter finalmente concluído a mixagem do disco de Alva;

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Memórias do suor e genialidade do Rocket From The Crypt

Março 26, 2009 at 3:11 pm (Uncategorized)

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Alright?

 

Bem, dessa vez eu vou ser curto e grosso assim como o banda objeto deste post (na real, tô cheio de coisas pra fazer e tá foda de tempo!).

O Rocket from the Crypt é uma banda estadudinense formada em 1990 e que esteve na ativa até o ano de 2005. Lançaram 11 álbuns, 2 Ep´s e incontáveis compactos em vinil de uma mistura original e empolgante de punk´ n´roll, indie rock, surf music e rockabilly sempre acompanhada de uma seção de metais (com exceção do primeiro disco, em que eram apenas um quarteto). O RFTC era ao mesmo tempo visceral e marcante, festivo e barulhento. Novamente, trata-se de mais uma das bandas mais subapreciadas dos anos 90.

A banda gravou vários discos essenciais, dentre os quais eu destaco “Hot Charity/Cut Carefull and Play Loud” e “Scream, Dracula, Scream! (ambos de 1995), “Rocket From The Crypt” (de 1998) e “Group Sounds” (de 2001).

Bem, o quão legal é uma banda que anuncia que seus fãs com tatuagens da banda podem assistir shows de graça pelo resto de suas vidas? È uma pena que eles acabaram, porque tava pensando em fazer uma tatoo deles…

Chega de papo e vejam à cores como estes caras comandavam nos clipes de, respectivamente, “On a Rope”, “Born in ´69”, “Young Livers”, “I Can´t Feel My Head” e “Break It Up”.

Abs,

Z

 

 

 

TOP FIVE DA SEMANA

 

– Decemberists – “Hazards Of Love” (Valeu Norivas);

– Os Depira – “Ao vivo no Liverpool”;

– Qualquer coisa da Kopenhagen;

– Tomar uma gelada com o Mala em Floripa;

– Voltar a estudar canto com o Jean Sabatovicz;

 

 

 

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A crise mundial, o mercado de cd´s e a chamada arqueologia musical

Março 17, 2009 at 7:35 pm (Uncategorized)

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Que o Brasil tem a maior taxa de juros do planeta todo mundo sabe. Que nossa nação ocupa posições de destaque nos rankings dos países com maiores índices de corrupção também não é novidade para quem quer que seja. A notícia de que o Brasil tem a 2ª maior carga tributária do mundo também não vende mais jornais atualmente. Agora, não sei se a turma já se tocou que os discos (leia-se, para efeito deste post, os compact discs) neste país que é bom de rankings são um dos mais caros do mundo.

Depois de vários testes, experiências e pesquisas eu cheguei a conclusão de que, em matéria de som (qualidade, ambiência e “profundidade”), dentre o CD, LP e o MP3 o melhor formato é sem dúvida o antigo “Long play”, o bom e velho vinil. É claro que isso exige um equipamento bom o que sempre foi difícil achar no Brasil, mas trata-se de uma discussão antiga e que rende ensaios científicos e trabalhos de conclusão de curso, eu sei*. Talvez em breve eu faça um post só sobre isso (acho que o Lucky e o Maia iam gostar).

O problema é que, a não ser que você seja filho de algum magnata, pessoas que cultivam hábitos compulsivos no que se refere a compra de discos e materiais de bandas e artistas novos (“culpado” – eu confesso) não tem como sustentar uma coleção de vinis. Isto porque um LP importado (você já sabe que há anos muitos clássicos e novidades não existem neste formato em edição nacional) custa por baixo uns R$ 50. Então, se você gosta muito de música e de pesquisar, fuçar e ir atrás de coisas novas ou velhas (o que eu chamo de “arqueologia musical”) fica inviável pagar as contas e comprar vááários títulos em vinil. Beleza, tem bastante coisa barata em sebos e afins, mas você sabe que as pérolas e clássicos em versão 180 gramas sempre custam mais, não é?

Ah, mas o Mp3 não custa nada e dá pra baixar de graça a maior parte das bandas e artistas que tem acatado a tendência mundial de disponibilizar seus trabalhos na rede mundial (assim como os outros artistas e bandas que não adotaram essa linha…). Na minha opinião, trata-se de uma ferramenta muito bacana que serve especialmente para conhecer trabalhos de bandas e artistas novos. 

A coisa toda é que eu sou dos tempos pré-internet, época em que só existia sexo ao vivo e não virtual e que, em matéria de música, você tinha que penar um bocado para descobrir coisas novas, pesquisar em revistas e fanzines e aguardar um mês para chegar aquele cd novo importado. Tirando o romantismo próprio de todo saudosismo, a música era dotada de um componente físico, do tato. Você tinha interesse na capa, encarte e não apenas em ouvir a música. Não bastava ouvir porque, por mais estranho que isso possa soar, você também queria “tocar” aquilo que você estava ouvindo.

Nesse ponto, o vinil também é o mais legal: capa e encarte grandes, etc. Por outro lado, afora a questão do preço já abordada acima, o problema do vinil é a mobilidade. Não dá para tocar no som do carro e dá um puta trampo levar uns 30 discos para ouvir na praia na temporada.

 

Por isso tudo, como colecionador e fã de música adotei o CD como o formato com o melhor custo benefício: tem o lance “físico”, é de fácil mobilidade e não é lá muito caro.

 

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Você encontra CD´s usados por preços atrativos na internet e sebos de R$ 5 à R$ 20. Agora vejam só: na América (sempre lembro do Jean Douat falando assim) você encontra CD´s usados (importados, naturalmente) por preços ridículos. A Amazon/CDNOW vende “disquinhos prateados” usados por US$ 0,01, isto é, um centavo de dólar (mais US$ 2,98 de postagem interna de envio, não internacional). Isto é, você consegue encontrar títulos que custariam em reais algo como R$ 6 ou R$ 7 com a diferença de serem importados e, na maioria, indisponíveis no Brasil em edição nacional.

 

Você pode comprar o divertidíssimo disco homônimo do Rocket From The Crypt de 98 por US$ 0,01, o sensacional debut do Smashing Pumpkins por só US$ 0,49 e o 2º disco mais vendido da história fonográfica, “Back In Black” por apenas US$ 0,72. gish

 

É lógico que o mercado de usados nos EUA é gigante e tem muita gente de lá “queimando” a coleção na internet por preço de banana e fazendo a alegria dos colecionadores, o que explica os preços dos CD´s por lá.

Enquanto isso, deste lado do Equador, o Brasil continua tendo a maior taxa de juros, a 2ª maior carga tributária do mundo, gaugando posições em matéria de corrupção e dificultando a vida dos colecionadores amantes da arqueologia musical. (suspiro) Ai..ai…

Se cuidem e até,

Z

TOP FIVE DA SEMANA

– Assistir “De Volta para o Futuro II” com a Pauline;

– “Once” de John Carney;

– A discografia completa do Tormento dos Vizinhos estar finalmente disponibilizada no Demos para Download;

– Bombons Rafaello da Ferrero;

– Sylverdale – “Volumes”;

* O Blog http://www.vinilnaveia.blogspot.com/ traz textos didáticos e detalhados acerca da polêmica Vinil Vs. Cd.

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Fé nunca mais outra vez

Março 12, 2009 at 4:08 pm (Uncategorized)

faithnomore_thumb11Quase onze anos após o anúncio do seu fim, no dia 24 de fevereiro deste ano o Faith No More noticiou uma reunião para excursionar na Europa. Não há notícias precisas acerca de qual será a formação da banda nesta “versão 2009”, muito embora seja praticamente loucura especular que a banda liderada pelo baixista Billy Gould ousasse entregar o microfone para outra pessoa que não fosse o insano Mike Patton.

O ex-vocalista e homem de dezenas de projetos musicais Patton disse no último ano que duvidava que uma reunião fosse possível, embora não a descartasse (o que significa dizer o mesmo que nada no idiosincrático discurso típico do sujeito). Em 2006, Mike Bordin, o homem que segura as baquetas do FNM,  disse que a cada quatro ou cinco anos algum executivo “que pensa que pode mudar o mundo, chega com uma maleta cheia de dinheiro e nos apresenta uma oferta maluca”. Teriam comprado a volta dos caras? Ouse supor.

Para os mais desavisados, o Faith No More foi formado na cidade de São Francisco, Califórnia no ano de 1982 e ainda hoje é tida como uma das maiores bandas de rock dos anos 90. De uma maneira didática, a história do grupo pode ser dividida em duas fases: a fase Pré-Mike Patton quando Mike “The Man” Morris e Chuck Mosley comandaram os vocais, e a fase Pós-Mike Patton quanto o então moleque de 18 anos assumiu o posto de front man, em 1988, tornando-se a figura mais emblemática da banda.

No Brasil, o FNM “emplacou’ (sempre lembro do Marcos Maia fazendo menções jocosas desta expressão) hits como “Epic”, “Falling to Pieces” (ambos do bombado “The Real Thing” de 1989) e “Easy” (cover do The Commodores, liderado pelo Rei da música baba Lionel Richie e que saiu em algumas edições do disco do FNM de 1992, o incompreendido “Angel Dust”). O videoclipe de “Epic” tocou até dizer chega na MTV brasileira e a banda alcançou o status de banda de rock “grande” por aqui com uma apresentação no Rock In Rio.

O Faith No More é outra influência pessoal muito marcante na minha auto-biografia musical. Toda vez que penso na discografia dos caras, em especial a partir do momento em que Patton assumiu os vocais, sempre me vêm à cabeça como os caras estavam à frente da época, desafiando os padrões musicais vigentes. Sempre prezei por artistas e bandas que tivessem alguma ousadia e procurassem inovar o campo das idéias. Por isso, o FNM foi, sem dúvida, uma das grandes bandas das últimas decadas.

Por outro lado, é fato que a consequência direta desse pioneirismo é de que, muitas vezes, a banda acabou sendo incompreendida e não alcançou o sucesso ou mesmo respeito por parte do público e crítica que poderia ter conquistado.

42221Nessa linha de raciocínio, “Angel Dust”, o 4º e melhor disco da banda, é provavelmente o disco mais subapreciado dos anos 90.

Esta obra prima tem sim, apelo comercial limitado, mas a sua entranha beleza (daí porque o título e a capa do disco) poderia ter sido melhor registrada nos anais da história e da cultura popular na década passada. “Angel Dust” é o “Veludo Azul” ou “O iluminado” do FNM e parece que poucos entenderam isso. Obviamente, deve se reconhecer que não é um disco fácil que “te pega” na primeira audição mas quem ousa dizer diferente de clássicos como “Trout Mask Replica”, “Physical Graffiti” ou “Sgt. Peppers”?

Um dos méritos do disco (e da banda em um contexto geral) é a sua diversidade mantendo ainda assim grande coerência. Artistas sabem que o equilíbrio entre esse binômio não é tarefa fácil. Afinal, a linha que separa o coeso do espalhafatoso é muitas vezes tênue e a maioria prefere apostar no seguro.

É claro que, Patton além de cantar como poucos no rock atual, variava absurdamente suas linhas vocais. Imagine o impacto e os pontos de interrogação que surgiram, quando “a banda de Epic” lançou “Mid-Life Crisis” como seu primeiro single de Angel Dust em 92. Vocais Guturais que beiram o Death Metal e uma letra que fala de abuso ás crianças? A fórmula para um hit certo, não é?

A faixa seguinte, a balada “RV” é uma espécie de monólogo do ponto de vista de um sujeito de meia-idade amargo e que vive de maneira depressiva em seu trailer.

A funk e barulhenta “Be Agressive” é claramente uma ode ao sado-masoquismo e outras práticas sexuais bizarras e tem seu conceito reforçado com os backing vocais de cheersleaders no refrão (as lideres de torcida são típicas e conhecidas fantasias sexuais do imaginário norte-americano).img1

E ainda assim tem-se as maravilhosas “Caffeine”, “Smaller and Smaller”, “Crack Hitler”, “Kindergarten” e a belíssima “A Small Victory” que emula modos orientais em uma sensacional letra de amplas e variadas interpretações. Em resumo, não há um segundo fraco ou mediano no disco inteiro.

 

O álbum encerra com uma versão instrumental da suave “Midnight Cowboy”, música tema do clássico filme de John Schlesinger e que, absurdamente, faz todo o sentido do mundo depois do amontoado de doideras, colisão de gêneros e letras esquisofrências que representam essa memorável jornada que é “Angel Dust” do Faith No More.

 

Quem sabe depois eu resolvo escrever alguma coisa sobre o sensacional “King for a Day…Fool for a Lifetime” de 1995?

 

Ah, e obrigado àqueles que escreveram me cobrando atualizações, às vezes uma pressãozinha ajuda a tirar o traseiro da cadeira.

 

Abraço à todos!

 

Z 

 

TOP FIVE DA SEMANA

 

– Faith No More – “Angel Dust”;

– A certeza de que preciso apenas mandar os lençóis para a lavanderia, mas não a consciência;

– O sorvete de côco edição especial Fruttare da Kibon;

– A sensação de quando o domingo não se parece com domingo (caso deste útlimo);

– Army Of Anyone – “S/T”;

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Ode (Póstuma) ao Burning Airlines

Fevereiro 19, 2009 at 8:46 pm (Uncategorized)

 

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Dentre as muitas bandas e artistas que ajudaram a compor a minha formação musical, estética e artística, o Jawbox de Washington DC ocupa, ao lado do Fugazi, uma posição de grande destaque.

Quando J Robbins e Cia decidiram pendurar as chuteiras do Jawbox em 1997, logo em seguida o cara resolveu investir em um novo projeto musical. Assim, ele chamou o guitarrista de sua ex-banda (Bill Barbott) para assumir o baixo e o baterista Pete Moffet (ex-Wool e Government Issue, banda que também já contou com Robbins na formação) para formar o espetacular Burning Airlines.

O nome da banda foi extraído de uma canção do Brian Eno – “Burning Airlines Give You So Much More” do álbum de Taking Tiger Mountain (By Strategy) de 1974.

A estréia, sem causar muito alarde, foi a gravação de uma versão para “Back of Love” do Echo & The Bunnymen que saiu em um split com o Braid (que registrou “Always Something There To Remind Me” do Burt Bacharach para o disco) em 1997 pela Polyvinil Records e foi relançado em 1999 pela Desoto Records. Bela música e versão.

 

3116dks584l_sl500_aa240_3Depois disso, os caras ficaram trancados no estúdio durante 08 meses para produzir o seu primeiro álbum, lançado em 1999 pela Desoto Records de propriedade do próprio Barbott (e sua esposa Kim Coletta, ex-baixista do Jawbox). O resultado disso é “Mission Control!” um petardo composto de 12 canções melódicas, inventivas e com produção polida. Ouça “Pacific 231”, “Carnival”, “Scissoring” e “The Escape Engine” e diga se os caras não eram originais e fodas ?!!

 

Na época o disco recebeu ótimas resenhas na mídia especializada e rendeu algumas comparações com o Pixies (que, a meu ver, são parcialmente procedentes).

 

Impossibilitado de excursionar em full time, Barbott deixou os caras após alguns poucos shows. Depois disso, Mike Harbin, (ex-roadie do Jawbox e membro do extinto Jack Potential) assumiu as quatro cordas e caiu na estrada com a banda.

 

Finalizada a turnê, era tempo de conceber um disco novo. Outro punhado de meses se passaram e banda burilou 15 novas canções para o seu segundo álbum entitulado “Identkit”. O disco saiu em 2001 pela mesma Desoto Records.

 

Embora seja igualmente excelente, o segundo registro é mais rico, elaborado e cobre um espectro 510bdm6b5cl_sl500_aa240_2sonoro mais amplo que o disco de estréia. Novamente, não há nada fraco, ou mesmo mediano, no disco, mas “A Lexicon”, “A Song With No Words”, “The Surgeon’s House”, “The Deluxe War Baby”, “Paper Crowns”, “Tastykake” e a faixa título (ah…que belo refrão) são os highlights deste belíssimo disco.

 

Mais resenhas entusiasmadas e pouca atenção do público.

Depois disso, os caras saíram em turnê até que houve os ataques de 11 de setembro ao WTC. Após o fatídico episódio, muitas casas de show se recusaram a agendar concertos com a banda por causa do seu nome (“Linhas aéreas queimando”). Após terem cogitado mudar de nome, a banda decidiu mantê-lo por entender que a alcunha havia ganhado uma nova relevância e significado após os ataques até que, subitamente, encerrou suas atividades em 2002.

Com o fim da banda, J. Robbins seguiu produzindo inúmeros discos (em sua maioria, de bandas alternativas e indie rock) e montou o Channels que lançou um Ep e um álbum.

 

Muito embora o Channels seja muito bacana, é certo que o Burning Airlines estabeleceu parâmetros altíssimos para quem acompanha o trabalho e projetos relacionados ao J. Robbins.

 

Afinal, tratava-se de uma banda de rock que era ao mesmo tempo clássica e inovadora. Uma banda que tinha ótimas letras e melodias contagiantes e que, infelizmente, rendeu apenas dois discos. Enfim, atributos que os colocam com facilidade no meu Top Five das melhores coisas que ouvi na última década.

 

Considerando que poucos tem conhecimento que esses caras existiram, tratem de ser felizes e corram atrás destes caras.

 

Se cuidem e até,

 

Z

 

TOP FIVE DA ÚLTIMA SEMANA:

 

– Burning Airlines – “Identkit”;

– Burning Airlines – “Mission Control!”;

– Scott Weiland – “Happy In Galoshes”;

– Young Blood Brass Band – ”Center:Level:Roar”;

– Ruído/MM – “A Praia”;

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Material do Butt Spencer e demos para download

Fevereiro 12, 2009 at 1:01 pm (Uncategorized)

nova-imagem3Alright?

A Chris (menina hardcoreana e ex membro do Outcry) teve uma idéia genial: a moça criou um Blog que disponibiliza várias demotapes (alguém aí tem idade para lembrar disso?) pra download. Esses dias ela me disse que uns doidos pediram para ela postar umas coisas velhas do Butt Spencer e eu passei para ela tudo que eu tinha em k7 da banda (a primeiro demo “Antes tarde do que nunca” de 1996 e a segunda demo “Down-ska-ct!” de 1997, além de umas gravações ao vivo inéditas que nunca foram lançadas enquanto a banda existia).

A Chris também disponibilizou para download o primeiro e segundo disco do Butt Spencer. “Tira-gosto Ep” foi lançado em 1999 e há tempos fora de catálogo. Já o segundo e último Cd da banda, o “Dogmas, Dilemas e Perguntas sem Respostas” foi lançado em 2001 e também pode ser obtido “na faixa”.

Os links para fazer os downloads são:

http://demospradownload.blogspot.com/2008/12/butt-spencer.html

http://demospradownload.blogspot.com/2008/12/butt-spencer-dogmas-dilemas-e-perguntas.html

Além disso, tem várias outras demos clássicas do rock independente nacional que joguei na mão da moça e agora ta lá para todo mundo baixar. Tem Garage Fuzz, Pinheads, Noção de Nada, Discoteque, Anões de Jardim, a primeiro demo do Hateen (época em que a banda era muito boa), Diagonal, Hurtmold, entre outras coisas. Confiram o site que vale a pena:

http://demospradownload.blogspot.com

Aliás, no site está à venda (bem baratinho) uma camiseta bem fofa do Blog. A camiseta deve agradar de rockeiros à hardcoreanos de todos os sexos e idades.

Então é isso, sejam felizes e comprem a camiseta da Chris.

Até,

Z

 

TOP FIVE DA ÚLTIMA SEMANA:

 

1. Estar mixando e concluindo a gravação do disco do ALVA (ufa!);

2. Autolux – “Future Perfect”;

3. Dead Fish – “Contra todos”;

4. http://www.banksy.co.uk;

5. Hackepeter do Fritz (ou Gutz; ou Casarão).

 

 

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Primeira faixa do lado “A”

Janeiro 26, 2009 at 7:28 pm (Uncategorized)

Discos

Olá leitores inexistentes,

 

Depois de inúmeras ligações, emails, posts e súplicas dos freqüentadores assíduos do www.myspace.com/rafaelzimath, resolvi atender os seus pedidos e montar um Blog de verdade. Dá pra ser mais irônico?

 

Bem quem me conhece um pouquinho sabe que eu sou uma daquelas mentes perturbadas que sofre da conhecida “Síndrome de Rob Gordon”, patologia que afeta não apenas o personagem principal do romance mais conhecido do escritor Nick Hornby, mas milhões de fãs de música e de cultura pop mundo afora. Como se sabe, tal doença leva àqueles acometidos por este mal ao hábito ridículo de fazer listas e top five`s (ou top ten´s e top twenty´s) de tudo quanto é coisa.

 

Então, é isso. Tá feito o Blog e agora vocês vão ter que me agüentar falando sobre música, arte, política, economia e qualquer outra bobagem que der na telha.

 

Abraços e olhem bem antes de atravessar a rua,

 

Z

 

TOP FIVE DA ÚLTIMA SEMANA:

 

1. Estar namorando a Pauline;

2. Ter um teto próprio para morar;

3.Smashing Pumpkins – “Siamese Dream”;

4.Tela Class – “Vovó é foda!”;

5.A torta de banana com creme da “Confeitaria Amor & Sabor”.

 

 

 

 

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